Filosofia; Arte; História; Humanismo e Ecologia

25
Mai 08

Tabu 

 

De certa forma, vivemos momentos em que quase tudo se mede pela quantidade, ainda que nunca se admita: o número de amigos que temos, o número de cifrões da conta bancária, a quantidade de títulos académicos ou o número de m2 da habitação que se possui, para citar os mais óbvios.

Esta visão é de certo modo reconfortante, pois não causa muita celeuma ao estar de acordo com a opinião dominante (leia-se aquela que nos domina). E para a maioria de nós, é a atitude natural que qualquer ser humano deve ter, pelo menos segundo os paradigmas actuais (ou os preconceitos actuais). Mas estes paradigmas não são iguais aos do passado, nem terão que ser necessariamente iguais aos do futuro. Os Homens do futuro poderão ser muito diferentes de nós, Homens do presente.

Sempre que na mente do ser humano se abrem horizontes um pouco mais alargados do que os citados acima, ou as limitações da sua própria percepção do mundo começam a ser mais claras, outras realidades para além da racionalmente concebível passam a fazer sentido, ainda que de forma intuitiva, isto é, começam a aflorar ao seu horizonte imagens difusas que não entende, mas que sente como fazendo parte do seu mundo.

 

Um dos exemplos mais claros de esta situação é a morte, não do corpo, que essa é por demais óbvia, mas da consciência, da mente, enfim de tudo aquilo que, não sendo palpável, ainda assim faz parte da realidade diária e que resumindo numa palavra faz parte da esfera do desconhecido.

Para um jovem por exemplo, a morte é naturalmente algo longínquo, que toca a todos, mas que está fora da sua bolha de acontecimentos imediatos, ou seja, não faz parte dos seus pensamentos quotidianos, porque a conota com a velhice, a doença, a decrepitude e a degeneração em geral. O que é lícito e até justificável de pensar.

Mas para um idoso, a percepção da morte é mais clara, de certa maneira, mais próxima, e sente que deve começar a preparar-se para um acontecimento marcante na vida de qualquer ser humano, ainda que não saiba como fazê-lo racionalmente, pois os nossos paradigmas não contemplam, de forma geral, ensinamentos práticos para aplicar neste momento crucial. É quase sempre um momento intuitivo e muitas vezes doloroso e de sofrimento tanto para os que o vivem como para quem o presencia.

 

Neste campo, várias culturas do passado ensinaram como enfrentar esse momento, que era considerado de passagem e não de final de linha.

Egipto, Tibete, China, Japão, quase todos os filósofos gregos e romanos, para citar alguns, ensinavam e preparavam os seus cidadãos para que soubessem como guiar da melhor maneira possível e sem angústias desnecessárias, a sua consciência após a morte física por entre os mundos intermediários até que alcançasse o seu destino, por sua vez prelúdio do regresso da consciência até ao mundo material.

Quem sabe, um pouco desta sabedoria não nos fizesse entender tantas coisas que acontessem neste mundo e fizesse com que os seres humanos pudessem encarar de forma mais natural, algo que é.... natural.

publicado por filósofo às 18:00

18
Mai 08

Curso onde se apresentam de forma bastante pedagógica uma introdução às principais ideias e vivências proporcionadas pelas várias correntes de pensamento ao longo da História da humanidade. Da Índia Védica ao Budismo Tibetano, de Confúcio ao Egipto, de Platão a Plotino passando por Aristóteles. Um vasto conjunto de temas que, mais do que acrescentar os nossos conhecimentos, nos permitem aceder a algumas das chaves para entender o ser humano e o mundo.

 

A FILOSOFIA COMO CONHECIMENTO GLOBAL

OS SETE NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA
A ÍNDIA MILENAR E O BHAGAVAD GITA

OS MISTÉRIOS DO TIBETE:
A VOZ DO SILÊNCIO E O LIVRO DOS PRECEITOS DE OURO

A FILOSOFIA DE BUDA

CONFÚCIO E A SUA FILOSOFIA PRÁTICA
EGIPTO

A TRADIÇÃO GREGA

A SABEDORIA EM ROMA
OS NEOPLATÓNICOS

A ANTIGUIDADE DA HUMANIDADE: HISTÓRIA E MITO

SER HUMANO, SEUS RITOS E CICLOS
FUNDAMENTOS DE UMA NOVA CULTURA

 

Este curso é ministrado pela ass. cultural Nova Acrópole: http://www.nova-acropole.pt/

publicado por filósofo às 21:49

Diz-se que o Amor expande a Vida e dissipa o temor que aparece muitas vezes associado com a perda e o egoísmo. E também se diz que quem o perde, perde também a vida, ainda que prossiga o movimento natural do corpo.

Em algumas culturas antigas, onde se procurava que a cada coisa fosse atribuído o seu real valor, era muito importante uma consistente consciência da Unidade da Vida, isto é, o que une tudo aquilo que ilusoriamente consideramos como separado. E a cola que une tudo, não é mais do que as várias facetas do Amor, mas sempre entendidas no seu mais sublime sentido.

É também o laço que une os seres humanos por causas e propósitos comuns e até a força que une os átomos para formar moléculas, ainda que isto seja relativamente inconcebível para nós.

Enfim, entre o mais carnal até o mais divino, se extende uma ponte a fazer de união e que é feita desse substrato tão pouco tangível a que chamamos de Amor.

E algures no meio se encontra cada um de nós dirigindo-se ora para um lado, ora para outro, consoante a sua perspectiva do sentido que toma a ponte.

Cada um decidirá sobre que direcção quer tomar e ninguém poderá fazer juízos de valor sobre essa escolha, a não ser o próprio no seu mais íntimo exame de consciência.

publicado por filósofo às 21:15

02
Mai 08
olhoLiterariamente falando, o encontro entre passado e futuro pode-se dar facilmente num dos sentidos, isto é, se for apresentado um texto histórico válido, este encontro se dá entre passado e presente, que foi futuro do ponto de vista do passado. Mas o contrário já é mais difícil, porque quando é apresentado um texto, que é supostamente uma projecção de futuro, raramente é aceite como tal, taxado quase sempre de presunção. É o que acontece sempre que se tentam quebrar paradigmas instituídos. De qualquer forma, este texto é apresentado no passado, do ponto de vista do futuro e, quando esse futuro se torna presente e comprova o vaticínio, normalmente surge arrependimento por não se ter aproveitado a informação privilegiada.
É o tempo que nos aparece como senhor do passado, presente e futuro, não como três conceitos distintos, mas como uma base unida por desconhecida força e conhecer esta força é garante de uma boa capacidade para projectar a vida convenientemente sem necessidade de ser vidente ou profeta.
Nesta terra de cegos, basta ter um olho...
publicado por filósofo às 11:09

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