Filosofia; Arte; História; Humanismo e Ecologia

25
Jan 09

Uma professora, ao fim da tarde, quando corrigia as redacções dos seus alunos, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou: "O que é que aconteceu?".

      Ela respondeu: "Lê isto".

      Era a redacção de um aluno.

 

      “Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta...

 

    Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das
atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.

 

    Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe
quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.

 

E ainda, que os meus irmãos lutem e batam para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para
passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos. Senhor, não te peço muito...

Só quero viver o que vive qualquer televisor".

 

Naquele momento, o marido da professora disse: "Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais!". E ela olhou-o e respondeu: "Esta redacção é do nosso filho".

 

publicado por filósofo às 18:40
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Janeiro 2011
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