Filosofia; Arte; História; Humanismo e Ecologia

24
Jun 09

O que o Sr. Keely realizou já é suficientemente grande e maravilhoso; tem ele, com a demonstração do seu sistema, uma tarefa suficiente para “abater o orgulho daqueles materialista científicos, revelando mistérios que se encontram além do mundo da matéria”…

H.P. Blavatsky em Doutrina Secreta – Vol. II
 

Agora que se começa (ou pretende começar) a reabilitar o trabalho colossal que Nikola Tesla fez para o desenvolvimento humano em nome de uma ciência abrangente e claramente vanguardista, outras figuras de valor inestimável na mesma área de trabalho poderão começar a ter o seu trabalho cada vez mais reconhecido, à medida que este seja compreendido em toda a sua extensão.

 

É o caso de John Keely, cidadão estado-unidense que viveu e desenvolveu o seu trabalho durante o séc. XIX.

 

Construiu um motor sobre o qual alegava que a energia que o alimentava vinha de uma fonte desconhecida para muitos, mas que estava perfeitamente acessível, pois fazia parte da natureza no seu estado mais ínfimo. Esta energia livre e gratuita serviria para alimentar motores construídos de forma conveniente para poder ser utilizada em tudo aquilo que a imaginação e o bom senso permitissem. Este é o famoso motor perpétuo que alguns clamam que possuem, como por exemplo a comunidade Methernita na Suíça.

 

Imaginem um meio de gerar energia sem custos (só os do aparelho que aproveitaria esse tipo de energia quase inesgotável). Uma utopia, uma afronta às potências energéticas ou uma forma de resolver os problemas da miséria actual?

 

Fazia funcionar este motor com música, isto é com notas musicais precisas, vindas de um instrumento ou diapasão que criariam, segundo Keely, uma ressonância com os elementos mais subtis dentro da matéria, fazendo-a libertar a sua energia em potencial. E ainda poderia criar outro efeito surpreendente canalizando esta energia de forma diferente: Anti-gravitação.

Ao quebrar as ligações energéticas mais subtis às quais chamava de interetéricas (a essência da libertação da energia e consequente aproveitamento), as partículas assim libertadas teriam tendência para se dispersarem até aos elementos que lhes estavam afim na natureza (algo assim como o fenómeno da osmose) criando uma mudança na polaridade de um objecto fazendo com que não mais fosse atraído pela polaridade da Terra, mas sim repelido, pois segundo este princípio, a gravidade seria um efeito de polaridades inversas entre corpos.

 

Segundo as suas teorias, (das quais alguma investigação actual faz eco) existem vários níveis de energia no Universo e nós dominámos somente as mais básicas:

Tabela de correspondência entre termos usados por Keely, pela tradição das antigas civilizações e pela ciência moderna (segundo Dale Pond):

 

MAIOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
Keely
 

Noves Infinitos

Mente

Interetérico Composto

Interetérico
Etérico
Interatómico
Atómico
Intermolecular
Molecular
 
MENOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
 
 
 
MAIOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
Tradições Antigas
 
Deus
Mente
Éter
Éter
Éter
Fogo
Ar
Água
Terra
 
MENOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
  
MAIOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
Ciência Moderna
 
???
???
Gluón
Quarks
Fotões
Plasma
Gás
Líquido
Sólido
 
MENOR FREQUÊNCIA VIBRATÓRIA
 
 
 
 
 

Imaginem que inventam uma máquina nova e radicalmente diferente de qualquer outra existente e que à falta de termos para defini-la, se vêm na obrigação de tentar criar palavras ou associações de palavras para  tentar descrever os processos e resultados a ela associados. Essa foi na realidade a dificuldade com que se deparou Keely ao não ter disponíveis termos suficientemente claros para explicar tanto as suas máquinas como as fontes de energia que supostamente utilizava. “Vibração simpatética” e “Força etérica” não eram propriamente termos que fizessem parte do vocabulário comum, nem sequer científico o que lhe valeu algum descrédito, tanto pela dificuldade de compreensão, como pelo medo de se ser ridicularizado ao ser associado com ideias julgadas estranhas (onde é já ouvi isto!?) a par dos resultados um tanto ou quanto irregulares das suas demonstrações, que se deveram, segundo ele, ao seu imperfeito domínio sobre as técnicas envolvidas. Esta ostracização relativamente ao seu trabalho, dura até aos dias de hoje em que quase ninguém conhece o seu nome nem o seu legado.

 

Se pensarmos bem, toda a vida tem por detrás um movimento perpétuo que ninguém pode negar, não me refiro à passagem do tempo, mas à constante reconstrução da matéria a que assistimos. É a vida que se regenera constantemente e que está sempre a palpitar sem que saibamos exactamente de onde vem esse impulso contínuo que a faz avançar recriando-se constantemente. Imaginem o Universo a parar completamente. Difícil de conceber? Por certo!

Segundo as ideias de Keely (por sinal não estava só nesta busca), por detrás da força que tinha descoberto estaria, não necessariamente uma origem primeira, mas pelo menos uma fonte a partir da qual emana essa energia, a que dava o nome de força etérica e que tem um paralelo algo similar na ciência moderna chamada de energia de ponto zero, e tudo sem que as “leis” de conservação da energia sejam postas em causa, mas sim expandidas.

 

Muito ainda fica por dizer. Fenómenos hoje estudados como o da cavitação, levitação acústica, acorde de massa, a tripla essência dos elementos mais subtis da matéria, foram referenciados por John Keely.

 

No final da sua vida começou a perceber as implicações filosóficas e espirituais das suas descobertas, que o fizeram aproximar-se de antigas tradições que ensinam que a pluralidade da vida vai muito além do que vulgarmente se concebe.

 

Uma forma de energia sem custos é evidentemente uma ameaça às potências energéticas industriais e não é difícil acreditar que não estão dispostas a abdicar dos gigantescos lucros gerados pela sua actividade industrial e começam e aparecer evidências que levam a entender que estão determinadas em abafar toda e qualquer iniciativa que possa colocar em causa o seu domínio, ainda que estas iniciativas sejam feitas em prol de uma humanidade mais justa. Contudo isso não impede que cada vez mais apareçam investigadores livres que, aproveitando o legado deixado por figuras como Keely ou ainda através dos seus próprios métodos, se esforcem por dar ao mundo a possibilidade de uma independência relativamente a necessidade energéticas. É uma luta que promete ser acesa

 

Relativamente a Keely, mais pesquisa necessita ser feita, para que a sua memória e a sua herança possam ser reabilitadas se se comprovar que realmente foi um dos pioneiros na busca dos segredos da natureza em proveito da humanidade.

 

 


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