Filosofia; Arte; História; Humanismo e Ecologia

30
Set 08

Saudações:

 

Vou dizer uma grande novidade: Hoje vivem-se momentos de grave crise moral e espiritual e, ainda que se reconheça, nem sempre é fácil confrontar-se com esta realidade.

 

Desta perda de valores e de consciência do próprio dever, da palavra, da honra e da confiança, surgem os controlos, contratos, burocracias, egoísmos e a decadência, associados ao medo de se ser enganado ou burlado.

 

E assim surge a necessidade que estes valores e virtudes sejam restaurados, restabelecendo assim a justiça, a harmonia e a paz. Logo aqui já vemos qual é a função por excelência de um guerreiro (no sentido mais nobre do termo), que aparece quase sempre associado a causas, movimentos ou ideais que os movem e muitas vezes até os transcendem, sentindo uma necessidade arrebatadora para cumprir os objectivos propostos ou o que consideram ser a missão das suas vidas. Trata-se da realização de uma necessidade que nasce do interior, um apelo inabalável que faz pôr em marcha as rodas da acção. Uma acção por dever e não por obrigação externa.

 

E tanto faz se a guerra é externa contra alguma injustiça ou interna contra o injusto que habita em nós. Sempre se trata de aplicar a justiça de forma magnânima e generosa como último reduto das leis universais entre os Homens.

 

alegria

 

 Tenho a convicção que o guerreiro (que posso ser eu ou tu amigo que me lês) é uma mescla de frieza e doçura, de dureza e poesia e ainda de solidão e alegria extrovertida. Faz tudo para extirpar o medo de uma forma inteligente, encarando-o com a importância que merece e não com aquela que aparentemente reclama. Aspira a libertar-se dos seus defeitos e paixões mais baixas, para esse mundo sublime, onde estão os seus arquétipos e estabelecer uma ordem que começa dentro de si mesmo e acaba até onde a sua vontade conseguir alcançar.

 

Os ecos que nos chegam das acções heróicas de muitos homens e mulheres, são os exemplos que exortam à nossa própria heroicidade, e mais do que ganhar batalhas ou conquistar território, os grandes heróis venceram-se a si mesmos, visto que a maior peleja é contra a ignorância, o apego, a dúvida, a paixão desenfreada e os medos de todas as cores e feitios.

 

Já dizia Buda: “Melhor que aquele que venceu mil guerreiros em combate, é aquele que se venceu a si mesmo”.

 

Assim temos que qualquer um de nós é um herói em potência, não para liderar batalhas ou andar de espada em riste, mas sim para vencer com consciência e com sentido de dever os obstáculos/oportunidades que a vida coloca no caminho. E para isso faz falta alguns ingredientes que conseguimos encontrar facilmente na nossa loja interior: honestidade, bondade de coração, coragem e aprender a viver em prol de uma causa justa e nobre pela qual valha a pena lutar. O sentimento da honra é inseparável do domínio de si próprio e o valor guerreiro inseparável da honra.

 

Que o medo não seja impedimento à realização plena dos teus ideais. Não tenhas medo do futuro, nem do passado que te pode assombrar. Vive o presente da forma mais alegre, plena e justa possível e encontra um ideal ou aspiração espiritual que te possa ser útil e aos que te rodeiam. Pega no medo pela mão e caminha. Verás que sem dar por isso, quando olhares para a tua mão, o medo terá desaparecido.

 

publicado por filósofo às 02:29

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