Filosofia; Arte; História; Humanismo e Ecologia

22
Ago 08

Olá a todos:
 

Numa conversa muito agradável na associação cultural Nova Acrópole, sobre a figura de Shakespeare e da sua importância, não só como dramaturgo e poeta, mas como estudioso da psique humana, e para além das polémicas que envolvem a sua vida, chegamos à conclusão de que, no mínimo, existe algo em comum em relação a todas as opiniões sobre ele: de que ninguém pode ficar indiferente às suas obras. Apelidado de genial, querido por Reis, respeitado pelos seus pares, inspirador de figuras como por exemplo Goethe e Beethoven, Shakespeare foi profundo nas abordagens dos traços de carácter das suas personagens, sempre representando, criticando ou elogiando os próprios traços que nos definem como humanos, para o melhor e para o pior.

Escreveu, encenou e protagonizou as suas próprias obras (37) e chegou a possuir um teatro da sua própria companhia. Tem também uma obra poética admirável composta por mais de 150 sonetos. Pioneiro na introdução de várias técnicas teatrais que tornavam os enredos das suas histórias intrincados, mas deliciosos e sublimes. Senhor de uma capacidade literária e linguística impar na sua época (e na nossa também, me parece), que pode muito bem ter alterado o percurso da própria língua inglesa.

Também soube retirar dos anais da Inglaterra e sobretudo do mundo clássico da Grécia e de Roma, inspiração histórica para os seus escritos.

É o dramaturgo cujas obras foram mais vezes encenadas ou adaptadas, e com razão, pois eram verdadeiras odes às questões definitivas que o Homem sempre fez sobre si. Dizia que este não é mais do que um actor no palco do mundo e que deveria representar o seu papel da forma mais digna possível.

Hamlet, Otelo, Macbeth, Romeu e Julieta, Rei Lear, Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, Júlio César, A tragédia de Ricardo III, Henrique IV ou Henrique V são alguns dos mais conhecidos produtos da sua pena. Mas não foi só na tragédia e nos dramas que se celebrizou. A comédia foi uma das partes mais importantes, onde podia explorar o absurdo e os clichés de uma sociedade que tanto pode ser a do séc. XVI como a do séc. XXI e a prová-lo estão as obras dedicadas a este género: Noite de Réis, Tanto barulho por nada, Conto de Inverno, A Comédia dos erros, Como vos agradar e a fera amansada entre outras.

Uma dos seus principais trunfos foi a universalidade dos temas que abordou e a capacidade de se manter atemporal.

Deixo aqui algumas frases de bom humor escritas por Shakeapeare. Não fazem parte do rol daquelas geniais, tais como “ Ser ou não ser, eis a questão” ou “Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia” mas são inspiradoras. Para reflectir, se quiserem:

 

 

Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;

 

Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;

Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de si, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertirem em conjunto;

 

 

Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

 

 

Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

 

 

Eu aprendi...
...que dinheiro não compra "classe";

 

 

Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espectacular;

Eu aprendi...
...que ignorar os factos não os altera;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que as engolir;

Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorrem quando a escalámos;

Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

 

 

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...

 

 

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

 

 

O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

 

Origem das frases: www.pensador.info

 

publicado por filósofo às 02:54

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